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Resenha - Os Sete Maridos de Evelyn Hugo (Taylor Jenkins Reid)

  • Foto do escritor: Lílian Freitas
    Lílian Freitas
  • 5 de dez. de 2020
  • 3 min de leitura

Atualizado: 1 de mai. de 2021



“Os sete maridos de Evelyn Hugo” é uma das obras de Taylor Jenkins Reid, que, ao lado de “Daisy Jones & The Six”, tornaram a autora uma das mais aclamadas da atualidade. Publicado em 2019 pela Companhia das Letras por meio do selo Paralela, “Os sete maridos de Evelyn Hugo” é mais um daqueles livros que reúnem muitos preconceitos antes da leitura e, de forma inesperada, conquista os leitores com uma narrativa fluida, dinâmica e, claro, uma história arrebatadora.


Evelyn Hugo é uma famosa atriz hollywoodiana que, prestes a completar seus 80 anos, resolve contar a história de sua vida e todas as polêmicas envolvendo seu nome com uma biografia sem censuras e sem desvios. Para isso, ela conta com a ajuda da jornalista Monique Grant. Ao longo da história, Hugo retrata episódios de uma vida conturbada e cheia de altos e baixos, inclusive a sua vida amorosa.


“Às vezes a realidade desaba sobre nós. Mas às vezes se põe a esperar pacientemente até a gente gastar todas as energias e não ter mais forças para negá-la.”

À primeira vista, pode-se imaginar que se trata de uma obra repleta de futilidades e clichês, mas, muito diferente disso, Taylor Jenkins Reid consegue abordar assuntos urgentíssimos nos espaços de debate, como violência doméstica, homofobia, machismo, xenofobia e tantos outros preconceitos que circulam em nossa sociedade. Um dos pontos mais tratados na obra é como Hugo apresenta a forma com que a sua sensualidade e beleza juvenil marcaram a sua vida, os trágicos episódios em que foi vítima de abusos ainda na juventude e seu caminho turbulento rumo ao estrelato.


Outro grande aspecto positivo do livro é como a protagonista é abordada: de forma densa e, sobretudo, imperfeita. Evelyn Hugo não é uma heroína, tampouco uma grande vilã. Ao passo em que enxergamos os obstáculos enfrentados ao longo de sua vida, suas opiniões e atitudes podem não corresponder às expectativas dos leitores. Sua personalidade forte é mostrada como alguém que fala o que se deve falar, de forma necessária e sem rodeios, sem medo de desagradar alguém. Entretanto, ao entender o intuito da autora em criar uma personagem “gente como a gente”, passamos até mesmo a enxergar em Hugo as nossas próprias imperfeições.


“Ele deu um jeito de se convencer que seu desejo por mim era culpa minha. E eu acreditei.”

Apesar do título, a narrativa não gira em torno dos maridos de Evelyn Hugo - longe disso, os seus sete casamentos são os pontos menos tratados na obra - mas isso não significa que Taylor Jenkins Reid não nos reservou um bom romance ao longo do livro. Pode-se falar, inclusive, em uma das questões mais importantes da história: Hugo é citada pelos coadjuvantes como “a atriz que casou sete vezes”, e muitas vezes não é falado de suas características individuais. Ou seja, o título também nos remete a isso: como uma mulher é reconhecida na sociedade por aquilo que é “conquistado” por sua beleza, e não por sua competência.


“Não ignore metade do que eu sou só para colocar um rótulo em mim”

Ainda poderia citar mais um entre tantos outros fatores que fazem do livro ser uma obra tão fantástica: Monique Grant. A jornalista que é responsável pela biografia de Evelyn Hugo não fica para trás - apesar de, claro, não receber tanta atenção. A história é contada em partes, e entre esses recortes podemos conhecer um pouco sobre Monique e a sua vida para além da convivência com Hugo. A narrativa intercala entre essas duas personagens com histórias distintas e, ainda assim, complementares, fazendo “Os sete maridos de Evelyn Hugo” ser recomendado para todo tipo de leitor, especialmente aqueles que buscam uma leitura rápida e, ao mesmo tempo, necessária e contagiante.

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